Estive ontem num evento em Campinas sobre varejo, consumo e tecnologia. Espetacular, aliás. Da Acic, com a assinatura da Adriana Flosi. Me pediram para falar de millenials. Falei de gente. Inclusive millenials. Ao final da minha palestra teve um debate sobre eles com gente bem bacana. Tive tempo de pensar durante a fala de todos e concluí uma coisa que acho que tem sentido.

Esclarecendo que há tempos digo que sou contra esse julgamento de que geração y é, ou millenial é ou geração z é como se fosse astrologia barata. O cara é de touro, então é teimoso. Mas há comportamentos que se encontram em muitos dos jovens.

Sempre ouvi uma frase que dizia que todo mundo é incendiário até 19 anos e passa a ser bombeiro até os 30. Mudou tudo. Hoje o cara põe fogo até muito mais de 30. Ou joga bomba.

Todo mundo sempre falou da crise da adolescência. Conflitos aparecem aí. Muitos. Nem tive filhos tão conflitantes, mas o clima esquenta. Adolescência antes era dos 13 aos 19 como o nome teenager sugere. Dos thirteen aos nineteen. Nas últimas décadas mudou tudo. O cara começa a ser pré-adolescente com 7. Vai direto de teletubbies para vídeo game com sangue pra todo lado.

O pior é o quanto dura essa fase. Com o atraso do casamento, os futuros adultos se postam como tal por muito mais tempo do que se espera. O cara mora com os pais até a quarta década e como não tem grandes responsabilidades familiares, pode se portar com muito mais liberdade do que um pai normal de família.

Aí me veio o insight: por que antes se falava de adolescente e agora se fala tanto de gerações? Pra mim a resposta ficou clara. Os adolescentes de várias gerações não amadurecem e ficam exercendo sua postura adolescente em fase que já não se espera mais isso. Só e tudo isso.

Então vamos decretar. Ou o cara cria uma família, assume custos fixos e sossega a alma, ou vamos ter que conviver com essas posturas nem sempre razoáveis de pleitear, demandar, dar menos que receber.

Só pra fechar, eu trabalho com 3 millenials que me ensinaram como eles devem ser. Autodisciplinados como empreendedores maravilhosos, se responsabilizam pelo que têm que fazer, fazem melhor do que se espera e só por isso têm direito a demandar o que quiserem. Como são extremamente responsáveis, demandam sempre na direção de fazer o negócio evoluir para todos.